Muitas pessoas no Brasil e no mundo cobiçam estudar no exterior. Afinal, procuram uma melhor qualificação para o mercado de trabalho, melhores condições de vida, novas experiências e muito mais. Um dos principais destinos dos brasileiros em busca de uma ótima formação universitária são os Estados Unidos. Segundo o Instituto de Educação Internacional (IIE), em 2016, haviam mais de 1 milhão de estudantes estrangeiros em universidades estadunidenses.

Escolher qual universidade americana o estudante irá cursar pode ser um pouco complexo. Tudo varia de quanto o indivíduo quer investir, o estado onde quer morar, as experiências culturais a serem vividas e até mesmo o clima. Entretanto, vale lembrar que nos Estados Unidos todas universidades públicas e privadas são pagas, ou seja, ainda de acordo com a pesquisa feita pelo Instituto de Educação Internacional em 2016, os universitários estrangeiros gastaram cerca de 30,5 bilhões de Dólares com os seus estudos, além disso, a pesquisa também aponta que esses alunos gastam 2 à 3 vezes mais do que os norte-americanos.

É muito comum ver pessoas se preparando durante anos para ingressar nessas instituições. Isso acontece porque as faculdades costumam olhar todas as suas notas desde os últimos 4 anos, logo, todo o seu rendimento desde o nono ano do Ensino Fundamental. Ter notas boas ao longo da sua vida acadêmica é muito importante para os estadunidenses, mas também é preciso participar de atividades extracurriculares com frequência, como por exemplo, praticar algum esporte, fazer parte de uma ONG e entre outros. Quanto mais atividades melhor.

Aqui no Brasil nós costumamos a fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), em alguns casos, chagamos a fazer outros tipos de vestibulares para entrar no Ensino Superior. Sendo assim, os alunos interessados em ingressar numa faculdade estadunidense deve fazer o Scholastic Aptitude Test (SAT) ou o American College Testing (ACT), depende do critério da instituição. Além disso, é obrigatório ter um certificado do Test of English as a Foreign Language (TOEFL).

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Tanto o SAT quanto o ACT são vistos com os mesmos olhares durante a admissão, afinal, ambos tem a mesma finalidade. Entretanto, o SAT tem 3 sessões (raciocínio crítico, matemática e redação) enquanto o ACT tem 5 fases (inglês, matemática, leitura, ciência e redação). O Scholastic Aptitude Test irá provar que o estudante tem um raciocínio lógico apurado e o American College Testing demonstrará que o aluno possui facilidade de se lembrar dos conteúdos estudados na escola. Já o TOEFL é um exame que avalia o potencial individual de falar e entender o inglês em nível acadêmico.

Após realizar todas essas etapas e for admitido em uma universidade, chegou a hora das burocracias. Geralmente, além dos documentos pessoais, é requerido o histórico escolar e 3 cartas de recomendações, sendo 1 do Diretor ou Coordenador e 2 dos professores de sua escola. Vale lembrar que todos os documentos devem ser traduzidos oficialmente para o inglês, ou seja, não pode ser qualquer profissional. Nós recomendamos que a tradução seja feita por um tradutor filiado ao Sindicato Nacional dos Tradutores (SINTRA).

Para finalizar todo o processo, as universidades costumam propor uma redação ao aluno para que o mesmo conte um pouco mais sobre a sua história e em seguida realizam uma entrevista para conhecê-lo melhor, entretanto, cada faculdade tem o seu critério para realizar essa etapa.

Texto por: Arthur Fernandes