Camila Martins, mais conhecida como Camilinha, tem 23 anos de idade e atua como meio-campista no Orlando Pride nos Estados Unidos. A jogadora brasileira chegou no time feminino da Flórida em 2017, mas ficou cerca de 8 meses sem jogar após uma lesão no ligamento cruzado anterior do joelho direito. A atleta retornou aos gramados no dia 16 de junho desse ano, quando jogou contra o Sky Blue FC em partida válida pela National Women’s Soccer League (NWSL).

“Quando me lesionei , acabei aprendendo a dar valor as coisas. Eu aprendi a dar valor a cada momento, afinal, eu saí de casa para jogar e viver disso. Depois que fiquei 8 meses longe, tenho mais certeza que vim ao mundo para fazer isso. Foram momentos difíceis. Eu aprendi que para superar tudo, precisamos nos dedicar. É preciso ter superação, precisamos acreditar que vamos conseguir e eu acreditei. É necessário acreditar que é possível, ter força de vontade e superar as coisas que acontecem nas nossas vidas”, disse Camilinha à Fast Progress.

A National Women’s Soccer League é composta por 9 times. Considerada a principal liga de futebol feminino no país, a NWSL é dividida em 2 etapas. Inicialmente, todas as equipes jogam entre si em um formato de pontos corridos. Após essa etapa, os 4 melhores clubes na tabela disputarão os playoffs, vulgarmente conhecido como “mata-mata”, e desta forma definir o vencedor da temporada.

Em 2017, o Orlando Pride classificou-se para os playoffs e foi eliminado nas semi-finais. Agora em 2018, com a primeira fase em andamento, a equipe da Flórida está na terceira posição com 6 vitórias, 4 empates e 5 derrotas. A próxima partida do Orlando será contra o Washington Spirit no próximo sábado (07) às 20:30 no horário de Brasília.

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“Tenho esperanças que vamos para os playoffs. Nós podemos conquistar o título. Temos uma grande equipe e grandes nomes aqui. Porém, tivemos várias jogadoras lesionadas, como por exemplo: eu, a Marta e a Mônica. Então, a gente acaba perdendo algumas peças importantes durante os jogos. Acredito que mesmo assim nós vamos nos encaixando, sempre conseguindo resolver os problemas e evoluindo a cada jogo. Acho que até o final da competição nós teremos todas as meninas disponíveis, conseguiremos chegar nos playoffs e vamos buscar o título de qualquer jeito. Batemos na trave ano passado, mas espero que desse ano não passe”, analisou a meio-campista.

A principal jogadora do Orlando Pride é a brasileira Marta, que é companheira da Camilinha na equipe e na Seleção Brasileira. Eleita 5 vezes a melhor jogadora do mundo consecutivamente pela FIFA (2006, 2007, 2008, 2009 e 2010), Marta está lutando para conseguir novamente este prêmio após 8 anos. As últimas vencedoras, foram: Nadine Angerer (2013 e 2014), Carly Lloyd (2015 e 2016) e Lieke Martens (2017).

“Ela ter vindo para o Orlando Pride não a distanciou nem um pouco do prêmio. A Marta sempre será lembrada. Sempre mesmo. Durante o ano passado, ela teve uma grande atuação aqui, pois chegou fazendo gols e dando assistências. Teve algumas pequenas lesões, mas nada grave, que deixou ela fora de alguns jogos e jogando poucos minutos. Ela tem vontade, é uma grande jogadora e sempre surpreende de alguma forma. Se ela colocar na cabeça dela, com certeza, pode ser a melhor do mundo novamente”, opinou Camila.

Em 2019, a Seleção Brasileira disputará na Copa do Mundo e os Jogos Pan-Americanos. O Brasil não conquistou nenhum título em todas as edições da Copa do Mundo, mas já ganhou 3 medalhas de ouro nos Jogos Pan-Americanos (2003, 2007 e 2015). Entretanto, a seleção está trabalhando para ter o mesmo prestígio que tem na Copa América, onde é heptacampeã (1991, 1995, 1998, 2003, 2010, 2014 e 2018), nestas competições citadas anteriormente.

“As expectativas são as melhores. Em 2015, tivemos a conquista dos Jogos Pan-Americanos com o Vadão e na última Copa do Mundo batemos na trave. Porém, nós vamos aprendendo com os erros e consequentemente acabamos evoluindo. A Seleção Brasileira buscou uma renovação, ou seja, foi atrás de meninas novas para mesclar com as jogadoras mais experientes. Isso, com certeza, fez a diferença. Eu estive afastada por um tempo da seleção devido a minha lesão, mas espero poder voltar a jogar e servir ao meu país novamente. Claro que vai depender do meu futebol, porém, eu pretendo fazer boas atuações para eu ter uma nova oportunidade de acompanhar todas as meninas nestes torneios e vir com o título, que a gente tanto quer e espera. A Copa do Mundo é uma competição muito importante e vamos nos preparar para ir em busca do nosso objetivo”, finalizou Camilinha em entrevista para a Fast Progress.